As ações estatais para encontrar o campinense Victor Daniel de Araújo Claudiano, de 22 anos, sem contato com seus familiares há cinco dias, só iniciaram, ontem, depois que a família conseguiu fornecer o número do passaporte às autoridades federais.
O jovem supostamente fez uma viagem internacional e se comunicou com a família, pela última vez, na sexta-feira passada.
Segundo Júnior Claudiano, irmão do desaparecido, a família já havia procurado a Polícia Federal desde o início desta semana. No entanto, teve dificuldades no atendimento, por não ter o número do passaporte de Victor. “Depois da repercussão, a [Polícia] Federal deu a ordem para o meu pai ir na Casa da Cidadania pegar esse numeração do passaporte para tentar localizar ele”, contou Júnior.
Em nota à imprensa, a Polícia Federal manifestou-se sobre o caso: “seu pai foi até a delegacia da Polícia Federal e fez o registro da ocorrência do desaparecimento. Agora, com a ocorrência, a PF diligenciará e verá também a necessidade de acionar a Interpol para difusão amarela”. A difusão amarela serve para alertar as autoridades policiais internacionais sobre pessoas desaparecidas.
Claudiano também afirmou ter a mesma dificuldade com o Ministério das Relações Exteriores.
Em nota enviada à equipe de reportagem de A União, o órgão limitou-se a dizer que “por meio da Embaixada do Brasil em Doha e da rede consular do Brasil no Japão, permanece à disposição dos familiares para prestar a assistência consular cabível”.
Com a numeração do passaporte em mãos e com a repercussão na imprensa, a família Claudiano espera ter alguma resposta sobre Victor. “Ele é o tipo de pessoa que gosta de postar as coisas, ligava sempre para minha mãe. Tem um apego com a minha mãe muito grande”, descreveu Júnior Claudiano.
Natural de Campina Grande, Victor Daniel morava há um ano no Rio de Janeiro e trabalhava como gerente de um bar. A família só soube da suposta viagem para o Japão na terça-feira (21). “Ele tem uma superstição de não contar nada que vai fazer com antecedência, porque pode dar errado”, destacou o irmão. (Fonte: A União)